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Gestão Ambiental monitora espécies na BR-116/RS

A Gestão Ambiental da duplicação da BR-116/RS (STE S.A.) monitora, a cada três meses, as espécies existentes no entorno do empreendimento. O trabalho minucioso, contratado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), tem como objetivo enriquecer o conhecimento sobre os animais da região e subsidiar ações de manejo e conservação da fauna e, assim, mitigar a influência da obra no meio ambiente. Ao longo deste mês de fevereiro acontece a 18ª Campanha de Monitoramento de Fauna e Bioindicadores.

A equipe responsável pela campanha está percorrendo a rodovia, entre Guaíba e Pelotas, aplicando diferentes técnicas auditivas e visuais para localizar e identificar aves, répteis, anfíbios, mamíferos e peixes. O trabalho de amostragem é realizado em pontos como corpos d’água, matas ciliares, plantações de eucaliptos, lavouras de arroz, entre outros ambientes próximos e longe da rodovia.

Para cada grupo faunístico são usadas técnicas diferenciadas de identificação e, em alguns casos, o profissional conta com o auxílio da tecnologia. Os horários também variam, conforme o comportamento de cada espécie, podendo o monitoramento ocorrer durante o dia ou à noite. No caso das aves, por exemplo, o melhor horário são as primeiras horas da manhã, porque nesse período os indivíduos estão mais ativos, facilitando as observações.

Para o monitoramento de mamíferos são aplicadas três técnicas. Para pequenos roedores armadilhas de captura livetrap Sherman auxiliam na marcação e contagem dos indivíduos. Para os animais de médio e grande porte recorre-se ao método de busca ativa em que procura-se por rastros no chão, como pegadas, fezes e pelos. Ainda há o recurso do armadilhamento fotográfico – câmera de ativamento à distância, por movimento e/ou calor – que fotografa ou filma os animais, principalmente os de comportamento noturno, em seu ambiente.

Na região da duplicação da BR-116/RS já foram registradas 25 diferentes espécies de anfíbios em atividade. Portanto, além dos métodos de encontros visual e ocasional, ter o ouvido treinado é fundamental para quem vai a campo. Já identificação dos répteis acontece a partir procura dos animais embaixo das folhas, dentro de troncos e em qualquer local que possam se refugiar. Por fim, para estudar o grupo dos peixes, os técnicos da Gestão Ambiental utilizam a coleta ativa, através do puçá (pequena rede de pesca em forma de cone) e rede de arrastes. Os técnicos destacam que após a identificação, os animais são devolvidos para a água.

Fonte: S.T.E. Serviços Técnicos de Engenharia S.A.

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